Semiologia das entorses





É a lesão traumática de uma articulação causada por um movimento brusco que ultrapassa os limites normais da mobilidade articular. O entorse pode estar associado a uma lesão parcial ou completa dos ligamentos, bem como, a uma lesão da cápsula articular, membrana sinovial, cartilagem articular, etc...

Os entorses se classificam em:

Entorse Simples ou de 1º grau
Entorse Moderada ou de 2º grau
Entorse Grave ou de 3º grau

Entorse simples ou Entorse de I Grau

Ocorre mais freqüentemente no joelho e tornozelo e, como o nome sugere, não há lesão importante envolvida, constituindo-se, basicamente, de uma inflamação (sinovite) pós-traumática.

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Caracteristicamente, é aquele indivíduo que, no esporte, ou no trabalho, torce o tornozelo ou o joelho. No momento não tem muita dor. Algumas horas mais tarde, é acometido de dor, provocada pelo derrame articular que se instalou neste período e que distende a articulação. Não há instabilidade articular.

A entorse simples é tratada com repouso relativo. Na fase aguda (primeiras 48 horas) aplica-se gelo em torno de toda a articulação (30 minutos, três ou mais vezes ao dia), pode-se enfaixar ou usar contensores elásticos como joelheira e tornozeleira. Antiinflamatórios não hormonais são prescritos.

Entorse Moderada ou Entorse de II Grau

Corresponde a uma situação de média gravidade. Anatomopatologicamente há esgarçamento da cápsula e estiramento de ligamentos, de modo que pode existir pequena instabilidade na articulação.

Ocorre com igual freqüência no joelho e tornozelo. Sempre se deve pesquisar com atenção a integridade dos ligamentos. Vale o mesmo raciocínio em relação à semiologia e conduta dos derrames articulares.

O tratamento, também, fundamenta-se nos mesmos princípios da entorse leve, somente que, como a dor e os sinais locais são mais intensos, deve-se ser mais rigoroso nas prescrições de repouso relativo e demais medidas terapêuticas.

Podem-se indicar muletas para o alívio da carga. Sempre deve ser prescrito um contensor elástico.

Se o paciente não tem condições econômicas para adquir uma tornozeleira ou joelheira ela pode ser substituída pelo enfaixamento, embora este apresente a desvantagem de impedir a aplicação do gelo.

Entorse grave ou Entorse de III Grau

Na entorse grave, freqüentemente, há ruptura de um ou mais ligamentos, de modo que é fundamental uma boa semiologia da articulação com a finalidade de diagnosticar as instabilidades.

Com certa freqüência, as lesões ligamentares têm tratamento cirúrgico na fase aguda e não podem passar despercebidas.

Neste tipo de entorse o paciente não consegue andar ou o faz com dificuldade. Os sinais locais são muitos exuberantes.

Pode haver equimose periarticular e, geralmente, há grande derrame, sendo necessário a punção articular para se realizar a semiologia adequada e esvaziar o líquido sinovial que é francamente hemorrágico.

A palpação sobre a região dos ligamentos é dolorosa. A artroscopia pode ser realizada para completar diagnóstico e para reparar as lesões intra-articulares (no caso do joelho).

O tratamento da entorse grave não pode ser apenas sintomático mas deve ser dirigido ao reparo cirúrgico das lesões. Este raciocínio é particularmente válido para o joelho com lesões ligamentares agudas.

No tornozelo a sutura dos ligamentos está indicada apenas em pessoas jovens e com atividade esportiva importante.

Caso contrário, é tratado com imobilização em tala gessada por uma semana e, depois, gesso de marcha por mais três semanas.

No joelho, a indicação de cirurgia é mais complexa e deve ser realizada pelo especialista, sempre na fase aguda do traumatismo (primeiros 10 dias).

Quando não se pode concluir adequadamente sobre o grau de instabilidade ou lesões ligamentares no primeiro atendimento do paciente, pode-se imobilizar o joelho por alguns dias até que haja regressão da reação dolorosa e, depois, reexaminar para a conclusão definitiva.
Semiologia das entorses Semiologia das entorses Editado por saude.chakalat.net on 05:09 Nota: 5

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