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Entorses do joelho e Tornozelo no Futebol





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A entorse do joelho é um dos traumatismos mais frequentes no futebol. A entorse, seja por mecanismo direto ou indireto, pode originar lesões meniscais, condrais e ligamentares. Essas lesões ligamentares do joelho modificam o desempenho esportivo dos indivíduo, podendo levar a lesões bastante incapacitantes, como o rompimento do Ligamento Cruzado Anterior, que é a principal causa de indicação de cirurgia em jogadores de futebol ou o rompimento do Ligamento Colateral Medial do joelho.

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior acontece geralmente quando o atleta prende o pé no gramado e gira o corpo sobre o joelho. Fatores como o tipo de grama ou as características das travas das chuteiras podem levar a uma maior aderência entre o pé e a grama, favorecendo a ocorrência destas lesões. Além disso, fraquezas e desequilíbrios musculares específicos podem levar a uma perda no controle no movimento do joelho, sendo também um fator de risco para estas lesões.

A lesão do Ligamento Colateral Medial é a lesão ligamentar mais comum no futebol, mais comum inclusive do que as lesões do Ligamento Cruzado Anterior. Na maior parte das vezes, se recupera completamente com o tratamento não cirúrgico, mas, no caso de lesões completas, o tempo de recuperação pode ser prolongado, de até dois a três meses.

Lesões completas do Ligamento Colateral Medial, principalmente quando associadas a outras lesões, podem ter indicação cirúrgica. No caso de jogadores mais velhos (principalmente a partir dos 40 anos) a lesão do menisco torna-se uma preocupação crescente. Os meniscos podem também serem lesionados em jogadores mais novos, mas neste caso geralmente estão associadas a outras lesões, como o rompimento do Ligamento Cruzado Anterior.

O entorse do tornozelo representa cerca de 35% de todas as lesões no futebol, perdendo em frequência apenas para as lesões musculares. Aproximadamente 50% dos casos ocorrem após o contato com outro atleta, com os outros 50% ocorrendo em decorrência de movimentos com mudanças de direção.

A maior parte dos casos são relativamente simples e se resolvem em até 01 semana, mas alguns atletas podem levar mais de três meses de afastamento dos campos. Os casos mais graves podem estar associados a lesões da cartilagem articular e podem levar a uma instabilidade persistente. Principalmente no caso de atletas competitivos, pode-se considerar o tratamento cirúrgico nestes casos.



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