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Tratamento da Luxação do Cotovelo





Olá! Tudo bem? Esse blog faz parte da Chakalat.net e esse post fala sobre Tratamento da Luxação do Cotovelo.




A luxação do cotovelo constitui a segunda luxação mais frequente do membro superior, logo após a luxação do ombro. Com pico de incidência entre os 5 e os 25 anos, e algumas séries a prolongarem este pico até aos 30 anos

A estabilidade do cotovelo é promovida por estabilizadores estáticos e dinâmicos, na qual a articulação cubito umeral, a banda anterior do MCL e o complexo ligamentar lateral constituem os três principais estabilizadores estáticos, além dos estabilizadores estáticos secundários - capsula articular e a tacícula radial. Os grupos musculares peri-articulares contribuem como estabilizadores dinâmicos ao promover um aumento das forças compressivas ao nível da articulação.

O tratamento do cotovelo instável tem evoluído consideravelmente nos últimos anos, como o aumento do conhecimento dos estabilizadores anatómicos do cotovelo e da fisiopatologia da instabilidade. Os principais objetivos do tratamento de um cotovelo instável consistem em restaurar a estabilidade funcional e movimento, para isto, há necessidade de uma avaliação da lesão de tecidos moles (luxações simples), ou a identificação dessas lesões em conjunto com fratura associada (luxação complexa)

O tratamento é maioritariamente conservador, com indicação para imobilização com aparelho gessado seguido de mobilização ativa precoce, dado o elevado risco de rigidez e limitação do arco de mobilidade. No caso de se tratar de uma luxação facilmente redutível e estável há quem defenda a não necessidade de imobilização. Contudo, a presença de instabilidade é critério para reparação ou reconstrução dos ligamentos lesados

Nos casos em que não há fraturas e o cotovelo não apresenta sinais clínicos de instabilidade, ou seja, risco de deslocamento aos movimentos leves, o tratamento é não operatório. O tipo de imobilização será individualizada pelo médico, mas de modo geral, a imobilização não deve ser prolongada. Imobilização total por mais de 2 semanas aumenta o risco de rigidez de cotovelo e o tempo de recuperação pode se tornar prolongado. Nos casos com fraturas associadas, o tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, exceto nos casos de fraturas incompletas ou sem desvio. As cirurgias são complexas, pois o cotovelo deverá permanecer estável após a cirurgia para permitir uma movimentação precoce.

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